Continuando com a saga dos filmes que considero marcantes, vi novamente Imitação da Vida (Imitation of Life, 1959). Muita gente não conhece, mas ele sempre passava na Sessão da Tarde. Aliás, foi na Sessão da Tarde que eu vi a maioria desses filmes repletos de lições. Constatei também que nunca mais eles foram exibidos, o que é uma pena, pois a garotada de hoje merecia ver e aprender. Nada contra o K-9, Um Policial bom pra Cachorro, ou Top Gun, que passam até hoje, porém, é bom também ver enredos mais profundos e debater sobre eles.Imitação da Vida conta a estória de Lora Meredith (Lana Turner) e de sua filha, Susie, que acolhem uma mulher negra e a filha. Muitos conflitos se desenvolvem a partir daí, pois Sara Jane, a filha da empregada, não aceita o fato de ser branca e de ter uma mãe negra. Todos vivem insatisfeitos e, mesmo assim, Annie Johnson (Juanita Moore), a empregada, ainda encontra forças para ser otimista. O final é emocionante e vale muita reflexão. Sempre penso em recomendar este filme para quem não se importa com os entes queridos ou com as surpresas que o futuro pode reservar. Mas quem sou eu para julgar o tamanho do amor que sentimos um pelo outro? Aprendi que essa dimensão é muito relativa; que demonstramos o nosso amor de maneiras diferentes. Nem todos precisam ser tão explícitos como eu. Isso é tema para outro post.
A experiência com Imitação da Vida veio da minha avó paterna, uma mulata linda, de cabelos branquinhos e de mãos macias. Quando esse filme passava, lembro de ela dizer: “É por isso que eu sempre falo que sou sua avó antes mesmo de me perguntarem. Podem pensar que eu sou a sua babá, não é?” Às vezes eu achava um exagero, mas depois percebi que o filme era uma forma de eu compreender a importância de se dar valor às pessoas, à essência de cada um. Caixa de lenços na mão? Bom filme!
O trailer está disponível no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=4F4tuAzv0Gg&feature=related

