segunda-feira, 14 de abril de 2008

Ciranda


Destemida como Bette Davis
Doce como Audrey Hepburn
Sonhadora como Marilyn Monroe
Dançante como Rita Hayworth
Perfeccionista como Esther Williams
Dedicada como Grace Kelly
Intensa como Joan Crawford

Várias mulheres e a única certeza: uma ciranda de emoções.

quarta-feira, 19 de março de 2008

Imitação da Vida

Continuando com a saga dos filmes que considero marcantes, vi novamente Imitação da Vida (Imitation of Life, 1959). Muita gente não conhece, mas ele sempre passava na Sessão da Tarde. Aliás, foi na Sessão da Tarde que eu vi a maioria desses filmes repletos de lições. Constatei também que nunca mais eles foram exibidos, o que é uma pena, pois a garotada de hoje merecia ver e aprender. Nada contra o K-9, Um Policial bom pra Cachorro, ou Top Gun, que passam até hoje, porém, é bom também ver enredos mais profundos e debater sobre eles.

Imitação da Vida conta a estória de Lora Meredith (Lana Turner) e de sua filha, Susie, que acolhem uma mulher negra e a filha. Muitos conflitos se desenvolvem a partir daí, pois Sara Jane, a filha da empregada, não aceita o fato de ser branca e de ter uma mãe negra. Todos vivem insatisfeitos e, mesmo assim, Annie Johnson (Juanita Moore), a empregada, ainda encontra forças para ser otimista. O final é emocionante e vale muita reflexão. Sempre penso em recomendar este filme para quem não se importa com os entes queridos ou com as surpresas que o futuro pode reservar. Mas quem sou eu para julgar o tamanho do amor que sentimos um pelo outro? Aprendi que essa dimensão é muito relativa; que demonstramos o nosso amor de maneiras diferentes. Nem todos precisam ser tão explícitos como eu. Isso é tema para outro post.

A experiência com Imitação da Vida veio da minha avó paterna, uma mulata linda, de cabelos branquinhos e de mãos macias. Quando esse filme passava, lembro de ela dizer: “É por isso que eu sempre falo que sou sua avó antes mesmo de me perguntarem. Podem pensar que eu sou a sua babá, não é?” Às vezes eu achava um exagero, mas depois percebi que o filme era uma forma de eu compreender a importância de se dar valor às pessoas, à essência de cada um. Caixa de lenços na mão? Bom filme!

O trailer está disponível no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=4F4tuAzv0Gg&feature=related

sábado, 15 de março de 2008

Imperfeita


Eu não busco a perfeição.
Quero ser a revolta do perfeito,
Porque não ser perfeita é tesão, aventura e paixão.
A perfeição é chata, triste e solitária,
Já o que não é perfeito é popular e feliz.
Viva! sou imperfeita e quero continuar assim
Mesmo que seja preciso encontrar o primor dentro do meu imperfeito ser.

Por Rebecca Mavinier

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Em transe


Aos que podem me ouvir, me sintam!
Sou aquela que está à procura do desconhecido
Aquela que está à procura de tudo; mesmo que este tudo seja um mistério.
Aos que podem me ler, me escutem!
Escutem a minha voz e todos os meus questionamentos; as delícias de ser e de viver.
Aos que podem me escutar, me decifrem!
Códigos e mais códigos serão desvendados
É a beleza de estar em constante transformação.

Por Rebecca Mavinier

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2008

Ensina-me a viver!


Outro dia eu vi pela centésima vez, no mínimo, um filme que sempre me emociona: Ensina-me a viver ou Harold and Maude (título original). Ele conta a história de Harold, um rapaz que é fascinado por funerais e que inferniza a vida da mãe com as suas várias “tentativas” de suicídio. Ou seja, um apelo desesperado por atenção. Até que, num desses enterros, Harold conhece Maude, uma senhora de quase oitenta anos, cheia de vida e de energia. Ela ensina a Harold como curtir a vida, como encontrar a felicidade nas coisas mais simples. É um ótimo filme para reflexão.

Por falar em reflexão, antes de ver o filme eu estava justamente pensando nas coisas simples e boas da vida. Conversando comigo mesma e com quem mais estivesse “ouvindo” no momento, percebi que estava louca de saudades de tudo que é simples e que me faz feliz. Tenho uma relação extensa de itens, mas não vou descrevê-los, pois a intenção é filosofar sobre as razões pelas quais optamos por situações complexas, pelo luxo e por tudo aquilo que, no fundo, não passa de ilusão.

Sinto falta de uma conversa simples, de saber quanto a minha avó gasta por dia de feijão na pensão dela; de trocar experiências com pessoas que tenham algo a acrescentar às minhas vivências. Não, eu não estou cercada de gente fútil! No entanto, percebo que falta um pouco de essência, falta um pouco de conhecimento de si próprio. E, mesmo assim, curiosa como sou, tento extrair uma lição de cada estória.

Voltando ao Harold and Maude, deixo aqui a minha sugestão para quem está a fim de pensar sobre os pequenos prazeres, deixando de lado qualquer coisa que nos faça sentir superior ao que realmente importa: a razão de estarmos vivos.

Hummm....vontade de tomar um café e comer um bolinho de fubá. Tem coisa mais deliciosa e simples do que isso? Encontre a simplicidade no seu dia-a-dia. É fácil. Basta querer.

O trailer de Harold and Maude está disponível no youtube: http://www.youtube.com/watch?v=BHekCJdQUHE

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

Deve-se dizer EU TE AMO quando:


Alguém diz que você é especial
Quando um só olhar basta para entender a mensagem
Nas horas em que dá um nó na garganta
Nos momentos mais secretos
Nos dias ensolarados
Nas noites chuvosas que nos fazem ficar embaixo do cobertor, quietos, pensando na vida
Ao encontrar um amigo de muitos anos
Ao fazer uma nova amizade
Nas diversas encarnações
Ao terminar de ler um livro inesquecível
Quando a sua música toca no rádio
Ao ouvir uma risada gostosa
Quando se descobre responsável por uma vida
Quando essa vida te chama de "mãe", de "pai" ou de qualquer outro "cargo" importante
Nos momentos em que tudo parece estar contra você
Nas despedidas
Nas chegadas
Nos dias pares e ímpares
Quando nada mais importar naquele momento
Amiúde, diga EU TE AMO! Não desperdice as oportunidades, pois, num piscar de olhos, o curso da vida se altera e a frase, sem destinatário, poderá se perder no infinito.


Este texto foi escrito num daqueles momentos únicos: quando você olha para uma pessoa e tudo que sente por ela vem à mente, mas você não sabe como dizer. É por esta razão que eu escrevo! Inspirado em Fernando Sergio e dedicado a todas as pessoas que ainda não encontraram uma chance de dizer EU TE AMO.





quinta-feira, 3 de janeiro de 2008

Festa interior


Aproveitando que estou vivendo um ciclo de Marte muito especial, que só ocorre de dois em dois anos, e que consiste na passagem do planeta vermelho pelo ponto mais alto do meu mapa astral, vou postar um poema escrito em agosto de 1994. Encontrei estas modestas palavras no fundo de uma caixa.

Eu escrevia muitos poemas, mas eles se perderam nas arrumações e nas mudanças da vida. Quando tento lembrar das razões pelas quais eu os escrevia (sim, em todo o poema há escondido vários detalhes da vida e dos sentimentos de uma pessoa), não consigo recordar. Óbvio que Freud explica esse "esquecimento", pois foi de propósito; fiz questão de apagar as situações ruins, o que me incomodava na minha família, na escola, no convívio com outras pessoas etc.

Era ótimo ficar trancada no quarto escrevendo, sonhando, lendo os jornais em voz alta (mania que tenho até hoje), chorando, rindo, ouvindo Carly Simon e ainda tendo que aturar a minha irmã fazendo desenhos e os passando por baixo da porta, na esperança de que eu abrisse e a convidasse para a minha festa interior. Esse "convite" nunca veio, diga-se de passagem! Afinal, eram sete anos de diferença entre nós e eu estava no auge da fantasia.

Aí, como diz a música da Paula Toller, "um dia o caminhão atropelou a paixão", e eu, repentinamente, parei de escrever. A porta do quarto não se abriu, nem deixei de ouvir Carly Simon; apenas "perdi" a capacidade de criação, pois a realidade era outra e eu precisava "ganhar a vida".

Voltando ao poema, deixo aqui registrado para que ele não se perca no tempo, como aconteceu com os outros 987 irmãos dele. São palavras simples, nada extraordinário. Mas essa simplicidade sempre me encantou. Por isso, talvez, que só este tenha sobrado no meio de tantas incertezas e desejos:

A realidade dos fatos é que não há realidade.

A ordem natural das coisas é não haver ordem.

É não estar preso a regras, nem a sofrimentos.

É viver a vida de maneira desenfreada, sem a menor lógica ou contentamento.


Se alguém tiver um poema parecido com esse, terá sido uma mera e feliz coincidência.